Copo de 3

16 fevereiro 2018

Desnível Colheita Seleccionada 2016


É a mais recente colheita deste Desnível Colheita Seleccionada, criado no Douro pelo enólogo João Lopes Pinto. Nasce de duas vinhas e estagia 15 meses em barricas, o resto é a fruta a falar e fala bastante. O vinho é dominado pela fruta bem fresca e madura, toque mais austero e terroso a lembrar o xisto, chá preto, travo de esteva, é um vinho onde a frescura está presente tal como o toque mais agreste do Douro. A madeira apenas lhe limou pequenas arestas, mal se dá por ela, mas o vinho dá muito prazer a beber. Tem a dose certa de complexidade num vinho deste calibre, finesse e equilibrio suportados num conjunto bem estruturado. É daqueles que gosto de ter por casa e ir abrindo de forma descontraida, prazer assegurado tal como a longevidade a ver pelo exemplo do 2010. 90 pts


10 fevereiro 2018

Pinhal da Torre 2 Worlds 2012


O 2 Worlds da Pinhal da Torre (Tejo) resulta do encontro da casta Syrah com a Touriga Nacional e a Tinta Roriz. Serenou em barricas por 12 meses, mostrando-se um tinto cheio de fruta negra muito madura, ligeira compota com traço balsâmico fresco, amparado por um ligeiro baunilhado da madeira por onde passou. Harmonioso e cheio de genica, estrutura mediana, ganha com o rodopio no copo. Suculento e muito saboroso, o preço ronda os 9€ num vinho que junta o melhor de dois mundos. 90 pts

29 janeiro 2018

Kopke Reserva 2015

É com nova imagem que o Kopke Reserva 2015 se apresenta aos consumidores. Um tinto do Douro criado a partir de Touriga Nacional e Tinta Roriz, onde a fruta se mostra fresca, delineada e muito apelativa, envolta numa ligeira geleia de morango. O estágio de 14 meses em barricas novas e de segundo ano, deram-lhe um aconchego extra, arredondaram-lhe ligeiramente os cantos e permitiram um incremento da complexidade, notas de baunilha, cacau, que se juntam ao restante conjunto. Muito elegante e fresco, com ligeira austeridade e um fundo de travo especiado. Na boca mostra-se cheio de sabor, envolvente com muita fruta presente, travo vegetal fresco com notas terrosas e secura no bom final que mostra ter. O preço ronda os 14€. 91 pts

25 janeiro 2018

Inevitável 2015


É o topo de gama da Casa Santa Vitória (Alentejo) e mostra-se na colheita 2015 com um lote 50/50 de Cabernet Sauvignon/Syrah. Durante 14 meses estagiou em barricas de carvalho francês que lhe enriqueceram a alma e o conteúdo, mostrando-se um vinho cheio de energia, amplo, notas balsâmicas com fruta (groselha, amora) suculenta e ácida, chocolate preto, charuto, grão de café e baunilha. No fundo é ligeiramente especiado mas muito convidativo e elegante no trato. Encorpado com a fruta a marcar o palato, cantos largos e arredondados, sendo daqueles vinhos que pede comida por perto, muita energia a mostrar-se com tudo cheio de vigor e apoiado por uma bela estrutura. É um belíssimo vinho com preço a rondar os 25€ que irá ganhar certamente com mais uns tempos em cave. 93 pts

24 janeiro 2018

O Fugitivo Branco em Curtimenta 2015


Este como tantos outros vinhos da Casa da Passarella (Dão) e espeficicamente desta gama O Fugitivo, têm como base uma inspiração nas tradições e métodos de vinificação de outros tempos praticados na região do Dão. Nesta vontade de recuperar o que era feito, para o colocar ao serviço dos nossos tempos, vão sendo lançados vinhos como este Curtimenta. O aroma marcado por notas de uma leve oxidação é complexo, dominado pelos tons amarelos de flores e tisanas, citrinos, cêra de abelha e uma austeridade mineral que lhe marca o fundo. Desmarca-se pela diferença, muito carácter na boca, saboroso, fresco e com rasto final seco. O preço ronda os 20€ e encontra-se num grande momento de forma a acompanhar uns cachaços de bacalhau com umas migas de broa. 92 pts

22 janeiro 2018

Quinta do Cardo Reserva Síria 2015



Este Síria Reserva é feito a partir de uvas provenientes de vinhas velhas, a Vinha Lomedo e a Vinha da Capela, plantadas nos anos 70. Parte do vinho teve passagem por madeira por onde ficou durante 10 longos meses. O vinho é um grande exemplo da casta, só suplantado pelo Vinha Lomedo que a seu tempo aqui iremos falar. Neste Reserva o que encontramos é um Síria muito fresco, tenso e com uma auteridade mineral (pederneira) que nos recebe e se funde com aromas muito limpos a invocar a casta, citrinos (tangerina, limão), pêssego em calda, num todo que mostra a madeira em plena harmonia. Dá um gozo tremendo no copo, num misto de ligeira untuosidade para depois se expandir numa onda de frescura e sabor.Ronda os 15€ e faz um brilharete à mesa com peixe, marisco e boa companhia. 92 pts

Kopke Reserva Branco 2016

Os vinhos de mesa (Douro) da Casa Kopke surgem com uma nova roupagem, agora para melhor e mais de acordo com a muito boa qualidade dos seus vinhos. Neste caso o Kopke Reserva branco 2016 criado a partir do lote das castas Viosinho, Arinto e Folgazão que tiveram direito a uma curta passagem de por madeira. Vinho equilibrado e aromático, a mostrar-se com muita frescura, a fruta (pomar e citrinos) mostra-se limpa com toque floral em segundo plano e ligeira austeridade mineral. Boca marcada pela fruta bem vincada no sabor, toque de ligeira mousse de citrinos numa suave sensação de cremosidade com final seco e de boa persistência. Sirva-se a acompanhar um peixe-espada grelhado por exemplo. O preço ronda os 15€ por garrafa. 90 pts

18 janeiro 2018

Santa Vitória Grande Reserva 2014


A Casa de Santa Vitória é uma empresa do Grupo Vila Galé focada na produção e comercialização de vinhos e azeites Alentejanos de qualidade. Localizada perto de Beja, é de onde sai este Grande Reserva 2014 criado a partir das castas, Touriga Nacional, Cabernet Sauvignon e Syrah. O lote final esteve 14 meses em barricas novas de carvalho francês, após engarrafamento teve direito a mais um ano de repouso em garrafa. O preço ronda os 12€ por garrafa, num alentejano de boa estirpe, marcado pelos tons maduros da fruta vermelha acompanhada de notas de cacau, floral, conjunto muito compacto com um travo balsâmico que lhe dá frescura em fundo agreste e especiado. Encorpado e cheio de sabor, tom morno com apontamentos de geleia fresca, muito saboroso e final longo e persistente. Grande companhia à mesa com um cozido de grão. 91 pts

17 janeiro 2018

Quinta das Bágeiras Garrafeira 1995 1º Prémio


Criado na Quinta das Bágeiras (Bairrada) a partir de vinhas velhas da casta Baga localizadas em solo argilo-calcáreos. O vinho teve fermentação sem desengaço em pequenos lagares e um curto estágio no Tonel 3, com engarrafamento sem filtração em Janeiro de 1997 num total de 5200 garrafas. Este lote iria ser reconhecido pela Confraria dos Enófilos da Bairrada como o Melhor Vinho de 1995 ficando conhecido como o "1ºPrémio" uma vez que há outro Quinta das Bágeiras Garrafeira 1995. Apresenta uma enorme finesse num perfil bem clássico e acetinado, com notas vegetais/balsâmicas dadas pelo engaço, ligeira nota de madeira velha seguida de bombom de cereja com a fruta muito limpa (cereja, bagas silvestres) e envolvente que arredonda ligeiramente os cantos com grande frescura. Boca com muita finesse, num tinto que se impôe pela frescura da fruta ainda cheia de vigor e que se mostra saborosa e envolta numa fina capa balsâmica, tudo muito preciso, complexeo e com um longo final, onde parece morar um ligeiro toque terroso. Um grande tinto da Bairrada num grande momento de forma. 95 pts

Maria Izabel Vinhas da Princesa Vinhas Velhas Branco 2014


Um dos grandes projectos nascidos no Douro, a Quinta Maria Izabel, estende-se por 130 hectares numa das zonas, Folgosa do Douro, mais privilegiadas da região. A palavra de ordem é qualidade e o investimento foi feito nesse mesmo sentido, Dirk Niepoort foi o nome escolhido para tomar conta dos vinhos ali criados. Espectativas em alta e que se confirmam ao ter no copo as primeiras criações. Este é o topo de gama dos brancos, oriundo de vinhedo muito velho onde moram as castas Rabigato, Códega, Verdelho e Malvasia Fina, com direito a passagem muito criteriosa por madeira, resultante um grande vinho branco vendido a rondar os 40€. Muita classe num aroma cativante e de refinada complexidade num conjunto com muita frescura, sensação de cremosidade esbatida com notas de fruta de caroço, citrinos e fundo mineral. Amplo e elegante no palato, com fruta muito limpa envolta numa acidez de grande nível, grande estrutura de suporte com rasto seco e mineral num final longo. 94 pts

16 janeiro 2018

Quinta do Valdoeiro Chardonnay 2016



As Caves Messias têm vindo a reformular a sua gama de vinhos, neste caso o Chardonnay da Quinta do Valdoeiro (Bairrada) surge com novo rótulo. O vinho tem uma ligeira passagem por madeira, mostra-se com boa elegância e uma nota aromática centrada na fruta de pomar bem limpa e madura. Num conjunto sem excessos na exuberância, tem passada firme e precisa, com uma boa estrutura de boca onde a frescura comanda a sua passagem de corpo e final mediano. O preço ronda os 8€ num branco com um comportamento exemplar à mesa, com por exemplo um arroz de tamboril. 90 pts

15 janeiro 2018

Quinta do Cardo Reserva Chardonnay 2015


Não sendo novidade, este Reserva Chardonnay 2015 é um dos belíssimos vinhos recentemente lançados pela renovada Quinta do Cardo (Beira Interior). Os vinhos deste produtor faz muito que andam no mercado e nos copos dos apreciadores, estando bem patente na memória de muitos o Quinta do Cardo Síria que durante anos se foi destacando pelos aromas diferenciadores que a casta manifesta naquele local. Este é o Reserva Chardonnay, vinho que fermentou e estagiou durante 10 meses em barricas, resultando apenas 1700 garrafas vendidas a coisa de 15€. Perfil bem fresco e sério, descritores da casta bem presentes com a fruta de pomar, ananás, ligeira baunilha com toque de pão torrado, fundo fresco e com notas de pederneira. Boa presença na boca, fresco, ligeira untuosidade num conjunto muito elegante e pronto a brilhar à mesa. 92 pts
 
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