Copo de 3

17 dezembro 2014

Vinhos para o Natal

Literalmente isto só vai acalmar quando toda a gente se sentar à mesa no próximo dia 24 de Dezembro, que está mesmo quase mas que enquanto não se chega lá a confusão generalizada em hipers, estradas, ruas parece que se apoderou das pessoas. Ora porque o brinquedo para o filho está esgotado aqui e temos de ir para outro lado procurar, ou porque o peru/cabrito deixou muito a desejar naquele lado e temos de ir atravessar meia cidade porque do outro lado a promoção até está em conta.

As sugestões, com preços variados e umas mais fáceis de encontrar que outras, digamos que se for frequentador de hiper consegue ficar fornecido com algumas, se for um rato de garrafeira será mais fácil chegar a outras. 

Espumantes
É o vinho ideal para as festividades, neste caso comemorar o estar em família, a oferta é alargada quase a todas as regiões de Portugal, há muito e bom com uma ampla variedade de preços. Apenas três sugestões tendo em conta variados gostos e carteiras.
  1. Adega Pegões Moscatel Graudo Meio Seco
  2. Lancers Bruto
  3. Lopo de Freitas Bruto 2009
Brancos
Na mesa de Natal o bacalhau é presença constante e porque as maneiras de apresentar o dito variam entre as mais básicas às mais elaboradas aqui ficam alguns dos grandes vinhos brancos feitos em Portugal.
  1. Soalheiro 2013
  2. Explicit 2012
  3. Quinta das Bageiras Garrafeira 2012
  4. Casal Sta Maria Chardonnay 2013
  5. Primus 2012
Tintos
O ponto alto da refeição, pede momentos de prazer sem saturar e que faça uma ligação perfeita com o que se tem no prato. Desde o cabrito ao polvo ou o peru as sugestões tem todas a elegância em conjunto com o traço da região e uma acidez/estrutura capaz de dar conta do recado.
  1. AdegaBorbaPremium 2011
  2. Quinta dos Roques Reserva 2011
  3. Duas Quintas Reserva 2011
  4. Luis Pato Vinha Barrosa 2011
  5. J de José de Sousa 2011
Sobremesa
O ponto de açúcar da refeição, onde a noite já vai longa e tudo começa a acalmar, é altura da entrada de grandes vinhos a acompanhar a mais variada doçaria da época, aqui os preços são também levados em conta, optando por optimizar a relação preço/satisfação.
  1. Barbeito "Rainwater" 5 Anos Meio Seco
  2. Bacalhoa Moscatel Superior 2001
  3. José Maria da Fonseca Alambre 20 Anos
  4. Grahams Porto Tawny 20 Anos
  5. Ramos Pinto Porto Tawny 20 Anos

16 dezembro 2014

O pior evento do ano...

No Sábado passado por entre a chuva  e as confusões do trânsito de Lisboa, tive a sorte de momentos antes de sair do parque de estacionamento a coisa ter acalmado,  prometia ser uma boa e feliz tarde de provas, mas estava e fui completamente enganado. Afinal de contas o motivo que me colocava no meio de Lisboa, ao frio e à chuva, era  muito prometedor e anunciava-se como a prova dos GRANDES VINHOS PARA 2015 EM PORTUGAL! by FlyingWines. 

O que prometiam  foi o suficiente para me fazer deslocar e gastar dinheiro, afirmam-se aqui e passando a citar como "Um dos mais esperados eventos do Ano", "Algo completamente novo no Mundo das Provas de Vinhos em Lisboa!" ou "Um evento único onde vai provar +50 Grandes Vinhos.", "Uma experiência única, exclusiva, imperdível! " com uma vasta lista de produtores tão variados como ALZINGER-AUSTRIA, COSSART GORDON-MADEIRA, DOMAINE SÉNÉCHAUX-FRANÇA, SA PRUM-ALEMANHA, SUSANA BALBO-ARGENTINA...
Agora digam lá se não é tentador e dá vontade de ir provar os vinhos destes e dos outros produtores ? A todos os que me perguntaram como correu a minha resposta foi sempre a mesma...ainda bem que não foram. 

E digo ainda bem, porque toda a expectativa com que vamos, esbarra e morre no imediato de uma sala acanhada com grande parte dos vinhos amontoados onde se tinha de espreitar a ver quais eram as marcas em prova, a grande maioria dos produtores anunciados na dita "experiência única" apenas estavam representados com um vinho que parece ter sido ali colocado de castigo e que de "Grande" pouco ou nada tinha. A sensação de estar numa prova de bairro feita numa garagem onde alguém comprou umas garrafitas de genéricos para meter em prova e se meteu à porta a cobrar entrada, mas depois diz na rua que tem ali uma prova do caraças com n produtores presentes. Tirando caso como Druida/Outrora, Herdade do Portocarro, Quinta de S.José, Rovisco Garcia, Planeta, Rui Reguinga, tudo o resto me pareceu pouco, muito pouco, pelo contraste entre o apresentado e a gama de vinhos dos produtores anunciados.

Para exemplos e poderei citar bastantes, desde a Carvalheira(Bairrada) apenas constava um espumante, dos vinhos Susana Balbo apenas vislumbrei um Colheita Tardia,  Alzinger apenas um vinho para espanto meu uma vez que estava perante o seu importador, para quem pensava que ia provar alguns vinhos Madeira da Cossart Gordon apenas encontrava um Bual 10 anos (apesar de numa lista constar outra referência) que ainda tive de chamar por ele de tão escondido que estava, Sénéchaux um dos motivos que me levou a ir nem sequer o vislumbrei, SA Prum apenas um vinho genérico meio perdido entre tantos outros, perguntei a um produtor presente por um dos seus vinhos e responde que apenas estava disponível para o jantar...será que ouvi bem? 

Achei todo aquele momento uma autêntica vergonha pela falsa publicidade que fizeram passar. Antes de se apelidarem de evento (que estão ainda longe de o ser) deviam tentar aprender com quem sabe do assunto, basta colocar os olhos no Adegga Wine Market esse sim um dos mais esperados do ano, único e imperdível. Neste caso dei o meu tempo e dinheiro como perdido, tive de pedir desculpas a quem foi comigo e a reclamação que fiz no local apenas valeu um sorriso da outra parte.

11 dezembro 2014

Herdade do Rocim Reserva 2011

Surge como novidade este Herdade do Rocim agora em modo Reserva, com base nas castas Touriga Nacional, Alicante Bouschet e Aragonez. Conjunto muito bem apresentado, preço a rondar os 15€, que nos mostra um pequeno salto qualitativo em relação ao Herdade do Rocim 2011 aqui provado, mais estrutura, mais peso, mais preparado para a passagem do tempo com um conjunto de fina estirpe onde a qualidade dos atributos se faz notar de imediato no copo. O ano de 2011 parece ter sido generoso na Herdade do Rocim, os tintos que estão a sair são todos eles merecedores de grande atenção por parte dos enófilos, a gama estende-se um pouco por todas as carteiras e dificilmente se ficará mal servido com qualquer um destes Rocim, incluindo o luxuoso Grande Rocim 2011 que acabou de ser lançado. 91 pts


06 dezembro 2014

Olho de Mocho Reserva branco 2013

O tempo em  que os vinhos de Antão Vaz surgiam no mercado carregados de notas de madeira nova, pesados e sem graça, felizmente parece ter acabado. Aqui temos o exemplo de como sempre deveria ter sido, um vinho elegante onde a madeira não ofusca a fruta de tons tropicais e citrinos que se mostra em primeiro plano, nota muito positiva para a frescura que cria uma boa harmonia com as notas de barrica a mostrarem-se muito bem integradas, suportado por uma boa estrutura na boca que lhe confere algum peso. Saboroso e a beber-se desde já com bastante agrado,  será vinho para perto dos 12€ e que acompanha bem carnes brancas ou uma combinação tão básica como por exemplo o bacalhau com natas. 90 pts

05 dezembro 2014

Herdade do Rocim branco 2013

Ano após ano a Herdade do Rocim afirma-se como um dos grandes produtores sediados no Alentejo, com uma gama de vinhos cheia de qualidade que tem sofrido as normais afinações de perfil ao longo dos primeiros anos de vida. Este branco Herdade do Rocim vem na linha de edições anteriores agora na colheita 2013, um Alentejano da planície feito à base das comadres Antão Vaz, Arinto e Roupeiro que apenas conhecem o frio do inox, com preço a rondar os 8€. Mostra boa frescura de aromas, muito citrino com folha de limoeiro, toque tropical com ananás e calda, flores, muito franco e directo. Boca a condizer onde a frescura comanda um vinho de corpo mediano, final de boa persistência. 89 pts

03 dezembro 2014

Porta dos Cavaleiros Reserva Seleccionada 1985


Sem produção própria ou sequer vinificação na região do Dão, as Caves São João limitavam-se a comprar vinhos nas adegas cooperativas e em algumas quintas da região para posterior estágio e loteamento na sua sede localizada na Bairrada. O grande conhecimento que os irmãos Alberto e Luís Costa detinham sobre a região nos anos 60, permitiu durante esse tempo adquirir/abastecer de forma continuada com alguns dos melhores vinhos de toda a região. A mestria com que dominavam a arte do lote e tendo em conta a qualidade da matéria-prima disponível, permitiu criar vinhos de enorme qualidade com um cunho muito próprio aliado a um perfil marcadamente clássico da região. Vinhos que perduraram na sua grande totalidade até aos dias de hoje, no silêncio das caves, onde residem nos dias de hoje mais de um milhão de imaculadas garrafas que resistiram à passagem do tempo. É pois todo um privilégio e uma rara oportunidade para os apreciadores poderem entrar nos dias de hoje em contacto com toda a glória e esplendor de tempos que já não voltam.

Sobre este 1985 que se mostra com um aroma clássico da região, quase que em forma de compêndio, mais fresco e definido que o 1983, menos denso embora de igual patamar de qualidade, aqui com a energia de uma fruta vermelha (bagas silvestres) muito viva, tabaco seco, fumo, ameixa seca, pinhal, cheio de finesse. Boca cheia de fruta viva e suculenta que apetece trincar, acetinado no palato, um autêntico prazer a beber, fantástico o equilíbrio e a frescura invejável. Um hino ao que de melhor o Dão e Portugal têm para oferecer. As condições de guarda têm muito a dizer sobre o estado de saúde do vinho, pelo que se recomenda a compra na loja do produtor onde deverá rondar os 35€.  96 pts

Porta dos Cavaleiros Reserva Seleccionada 1983



A par do 1985 este 1983 fará parte do lote restrito dos grandes clássicos da nação e que com o passar dos tempos tem sido exemplar de prova obrigatória para todos aqueles que desejam entender a grandiosidade da região e do produtor em causa. Mostra o aroma clássico que de imediato nos remete para a sua região de origem, o Dão. Precisa de tempo no copo, complexo e profundo com muito mato, caruma, ervas de cheiro, fruta negra (cereja, framboesa) sumarenta, bem limpa e fresca a ser acompanhada por notas de violeta, fumado, terroso e especiado (pimenta). Mais compacto que o 1985 com uma presença vegetal mais acentuada, pleno de harmonia na boca com muita fruta madura, cereja em destaque, pinheiro e especiaria, frescura que se destaca e que se conjuga de uma forma bonita com a fruta, corpo médio numa passagem acetinada pelo palato com muita vivacidade, final longo e persistente. Sirva-se com um cabritinho assado no forno. 95 pts

Quinta dos Lobatos 2013

Um tinto sobre a alçada da Quinta do Javali, a nova colheita que entrou no mercado, ligeiramente austero devido a ser ainda muito novo, fruta compacta e madura com alguma compota mas muito limpa, especiaria com muita pimenta preta, nota de esteva, carnudo, vai-se esticando e mostrando com o tempo no copo. Boca cheia de vigor e frescura com a fruta a explodir de sabor, secura no fim, pimenta preta, fundo mineral e prolongado.Bem estruturado o suficiente para ser companheiro de pratos de bom condimento com um preço que ronda os 10€. 90 pts

21 novembro 2014

Quinta dos Poços Reserva 2012


Novo Quinta dos Poços Reserva agora 2012, 12 meses em madeira com lote composto por Touriga Nacional, Tinta Roriz e Touriga Franca. Preço a rondar os 8€ num vinho proveniente do Douro, a mostrar-se bastante novo, com uma boa dose de auteridade que se destaca durante a prova. Nariz marcado pela fruta do bosque bem madura, recordações de esteva, café torrado, um vinho de bom recorte com frescura assente em estrutura média a pedir pratos de algum tempero. Pouco ou nada opulento, nada extraído, muito nervo com taninos a dar secura no final de boca com final persistente. Boa companhia para uma tradicional feijoada, uns pontos abaixo de colheitas anteriores. 89 pts

18 novembro 2014

Quinta do Javali SC 2012



Este vinho nasceu de um desafio lançado ao produtor por um amigo e ao mesmo tempo responsável pela sua distribuição em Portugal. O desafio foi aceite e o resultado é um vinho que nos dá uma prova de grande categoria, à semelhança de outros de perfil similar que encontramos em regiões lá fora. Não tão selvagem como o Javali Vinhas Velhas aqui tudo está mais macio e delicado sem que por um momento deixe de lado a energia característica dos Javali, conquista pela finesse que já mostra começar a ter, boa complexidade e harmonia entre poder/fruta/acidez que nos mostra ao longo de toda a prova. O que mais chama a atenção é o delicado e bonito perfume floral ao lado de groselhas e framboesas muito frescas e limpas, muito boa a definição de todos os aromas em versão mostruário. A barrica por onde passou arredonda os cantos com toque fumado e baunilha. Na boca mostra energia que domina todo o conjunto, grande harmonia com enorme presença no palato, denso com final muito longo. Um vinho de puro deleite para beber agora ou nos próximos 20 anos, o único senão o preço a debitar nos cerca de 250€ o que não impede de estar quase esgotado. 96 pts

17 novembro 2014

Alvear Pedro Ximenez de Añada 2011

O que acontece quando acabamos de beber um vinho com 100 pontos atribuídos por um reputado crítico internacional ? Não acontece nada, por vezes ficamos com a sensação do "só isto?" e parece que no copo falta sempre algo mais, neste caso não lhe vi nada que justificasse tamanha proeza aclamada como a dita perfeição. Independentemente dos pontos que tenha tido aqui ou ali o vinho em causa sempre foi excelente mesmo naquelas colheitas menos pontuadas. Umas mais equilibradas que outras mas sempre com aquela dose massiva de açúcar que sempre se torna dona e senhora de toda a prova. Neste caso o factor "vinho 100 pontos" viu o preço aumentar dos normais 10€ para cerca dos 25€. É vinho para quem gosta de emoções fortes, para quem gosta de apanhar o boi pelos cornos, é um colosso de tal maneira violento e com uma densidade no palato que varre no imediato a quase totalidade dos vinhos fortificados que surjam ao lado dele. Como se não bastasse ainda nos invoca toda uma complexidade que desenvolve no copo, envolta em grande frescura. Destaque para a frescura que o embrulha e dá longa vida a toda a fruta em passa (ameixa, figo), mel, tâmara, rosmaninho, laranja amarga, avelã... o resultado é uma noite inteira de roda do copo. 96 pts

07 novembro 2014

Dona Maria Rosé 2013


A cada ano que passa este Dona Maria Rosé mostra-se mais afinado e sério, com uma invejável capacidade de proporcionar prazer. Sem cansar está marcado pela delicadeza dos aromas frutados e florais com uma frescura que o envolve, o vinho sabe bem, apetece beber um e outro copo, os seus 12,5% ajudam à festa. Tem a estrutura suficientemente para lhe proporcionar uma satisfatória evolução na garrafa, embora nesta fase seja uma verdadeira tentação com a fruta suculenta a dançar no palato, preço a rondar os 8,5€. Um dos vinhos que faço questão de ter aqui por casa, neste caso companheiro à altura de uma caldeirada de lulas. 93pts 

29 outubro 2014

Château de Fesles - Bonnezeaux 2003

Os vinhos do Loire (França) fazem parte do lote dos meus favoritos, gosto da variedade de estilos que encontramos nas castas Melon de Bourgogne, Chenin Blanc, Sauvignon Blanc ou Cabernet Franc, da belíssima capacidade de envelhecimento que grande parte dos vinhos tem e pela identidade muito própria do local que alguns produtores conseguem sabiamente transmitir através dos seus vinhos.

Em Anjou-Saumur reside a melhor expressão da uva Chenin Blanc, a pequena Coteaux du Layon alberga duas fantásticas AOC, Quarts de Chaume e Bonnezeaux, exclusivas para vinhos doces de topo. Em destaque o Chateau de Fesles 2003, um belíssimo vinho onde surge a botrytis acompanhada de um fantástico equilíbrio entre a riqueza da fruta e a acidez. O vinho conquista no imediato, envolvente e sedutor, untuoso e delicado com notas de pêssego e laranja, noz moscada, baunilha, fundo a desvendar a botrytis de forma subtil e muito elegante a mistura entre sensação de cremosidade com toda a frescura de uma fruta muito limpa e rodeada de aromas muito bem detalhados. Não compromete em momento algum, untuoso no palato, forra tudo com saborosas notas de fruta, especiarias, calda de fruta bem fresca, aveludado mas profundo e delicioso... uma tentação pois quando o copo esgota procuramos por mais uma gota na garrafa. 94 pts

28 outubro 2014

Porto Ferreira Dona Antónia Reserva

O relançamento da marca de Vinho do Porto bem conhecida da mesa dos Portugueses fica marcado por uma renovação de imagem de toda a gama e pelo lançamento de Dona Antónia Reserva Branco. Este Vinho do Porto Branco vem assim juntar-se ao já existente Reserva Tawny em mais uma homenagem à Ferreirinha, uma mulher carismática, visionária e verdadeiramente apaixonada pelo Douro, considerada hoje uma personalidade incontornável daquela região.

Os dois vinhos são fáceis de gostar, mostram um perfil cativante e prazenteiro capaz de proporcionar bons momentos a todos aqueles que por cerca de 10€ os levarem para casa. Enquanto que o Reserva Tawny é um velho conhecido, aquele vinho que tantas vezes surge à mesa naquela momento festivo como por exemplo no Natal. Mostra-se agora melhor que nunca, adaptado aos tempos modernos, mais atrevido e roliço, ganhando algum peso na fruta (ameixa, alperce) e frutos secos, boa compota, bouquet tentador com notas de boa evolução, fruta passa. Boca com passagem rica e saborosa, muita presença da fruta, em harmonia entre frescura e doçura. Perfeito a acompanhar um Bolo Inglês ou Bolo Rei.

É uma nova aposta e ao mesmo tempo um retomar uma velha tradição da casa, o vinho é todo um novo desafio e ao mesmo tempo uma deliciosa experiência que abre novos caminhos no que toca a acompanhamentos com a gastronomia mais festiva. A começar pela panóplia de aromas que nos surgem e aguçam o apetite, muito floral com madeiras, laranja, tudo com boa intensidade envolto num aroma guloso e envolvente. O fundo é especiado, um toque de caril, fruto seco, pêssego em calda com um grande equilibrio na boca, fresco e boa dose de doçura com fruto seco melado num final muito longo. Servido fresco com umas filhoses enroladas com mel.
 
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