Copo de 3

16 Maio 2013

Altas Quintas Reserva-do 2005

foto autor desconhecido
Directamente de Portalegre, faz parte do lote dos últimos grandes vinhos que bebi recentemente oriundos do Alentejo, curiosamente o produtor anda literalmente "desaparecido" em combate, deixou de se ouvir falar, deixaram de se saber novidades ou lançamentos nos últimos tempos. Recentemente em conversa, apurei que está para breve um novo lançamento, ainda bem, aguardemos pois.
Depois do lançamento do topo de gama da casa, o Obsessão 2004, este 2005 foi feito a pensar como seu sucessor, mas achou-se que a qualidade não atingia o ponto pretendido e teria de ficar rotulado como o Reserva-do dito cujo.

Juntaram-se pois as alentejanas Trincadeira e Alicante Bouschet, resultado estrondoso num vinho de enorme equilíbrio entre componentes. A madeira de origem francesa onde nadou durante 24 meses já se acomodou, a complexidade debita aromas bem desenvolvidos, limpos e sem grandes amontoados, é possível perceber o que por ali se passa, isto é o que distingue os vinhos de grande nível dos restante, alinhando-se tudo com muito bom detalhe.
Tanto no nariz como na boca desdobra-se e alonga-se durante toda a prova, cheio de coisas boas complementado por uma frescura e elegância que não cansa e convida sempre a mais um copo. Fresco e sedoso, de cantos arredondados mas com vigor na alma, palato marcado por muita coisa boa, com fruta negra, limpa, fresca e sumarenta, balsâmico em fundo, licor de cassis, especiarias, ervas aromáticas, cacau, baunilha, tanta coisa boa...

Um vinho que mostra a razão pela qual Portalegre é berço natural para grandes vinhos em Portugal, com uma acidez e detalhe na fruta que neste tal como noutros grandes vinhos da região se destaca ao mais alto nível. O preço aqui aproxima-se facilmente dos 30€, que não sendo barato justifica-se plenamente pela satisfação que proporciona. 94 pts

15 Maio 2013

Adega de Borba Rosé 2012


Continuo à volta dos vinhos rosados, continuo pelas terras do Alentejo desta vez oriundo da Adega de Borba saltou-me para o copo a mais recente colheita deste rosado. Resultante das castas Aragonez e Syrah agrada logo de início pela graduação que marca 12,5% Vol, só mostra que é possível nos dias de hoje fazer-se vinho sem cair em exageros de álcool. 
Este vinho é o chamado miminho bom, conquista no imediato e tem aquele toque guloso sem exagero que o torna apetecível e sabe bem. Tudo se centra numa fresca e sumarenta fruta vermelha, com muito morango gordo e rechonchudo acompanhado por ameixa vermelha, mostra-se fresco e com boa exuberância de aromas. Na boca replica a prova de nariz, envolto por uma sensação de leve doçura, é essencialmente a expressão bonita da fruta que se faz sentir sempre com uma boa frescura. Um vinho simples, directo e descontraído que servido fresco será companheiro de inúmeras ocasiões. O preço praticado 2,93€ na loja do produtor é mais do que tentador. 87 pts

Monte da Ravasqueira Rosé 2012


Voltando de novo aos Monte da Ravasqueira (Arraiolos) agora em tons de Rosado/Rosé, com a sua nova colheita (2012) a apresentar roupagem nova, mais limpa e apelativa. Quanto ao vinho juntaram-se uvas das castas Touriga Nacional/Syrah e o resultado foi um vinho rico de aromas, muita fruta fresca e madura, nada de doce, é limpa e com boa acidez, amora, morango e umas curiosas anotações que lembram o cheiro a rosas. Sente-se com corpo, bem estruturado e algum vigor o que o permite acompanhar por exemplo uma salada de frango grelhado. Na boca acompanha a prova de nariz, mostra boa secura apesar de leve arredondamento, prazer no imediato com leve apontamento vegetal em final de boca, como se alguém se tivesse esquecido de tirar os pés aos morangos. 89 pts

14 Maio 2013

Monte da Ravasqueira branco 2012


Em tempo de esplanada, o que se procura por esta altura beber ao final da tarde é um bom vinho branco servido fresco. Andando eu pelo Alentejo o vinho escolhido foi um Monte da Ravasqueira branco 2012 (Arraiolos), preço recomendado a rondar os 5,50€ e que dado a provar agradou à totalidade da bem composta tertúlia daquele fim de tarde. Outra coisa a realçar das últimas provas que tenho realizado de brancos de 2012, vai para a qualidade que é muito boa, os vinhos estão muito cheirosos, frescos e bastante apelativos tanto no nariz como na boca onde se mostram bem participativos, o resultado é bastante animador. Bom sinal para o tempo quente de Verão que quase nos bate à porta. 

Neste caso o lote transpira nomes estranhos para as terras do Alentejo, por entre Alvarinho, Viognier e Semillon apenas mora a "local" Arinto, nada que perturbe o resultado final e a respectiva qualidade.
É um vinho bonito, fresco e cheiroso, de fina rendilhado com fruta bem madura e algo roliça, leve rama verde e algumas flores, tudo colocado num bonito cesto bem composto e com muito por onde escolher.
Na boca é saboroso, boa presença no palato, boa frescura com acidez limonada, sabor maioritariamente frutado com leve sensação mineral em fundo, persistência média. 90 pts
Salada de Tomate Cherry, Chouriço, Feijoca e vinagrete de Jerez

07 Maio 2013

Malo Moscatel de Setúbal 2007




Lembro-me como se fosse hoje no dia (já vai longe) em que vi este vinho numa prateleira de uma grande superfície. A razão pelo qual o comprei na altura, foi o preço que relembro ser 3,99€. Não demorou muito a ser colocado no frio e provado mais tarde, o que aconteceu foi que no dia seguinte fui comprar mais umas garrafas para ter por casa, a razão mais que evidente mora na qualidade do dito Moscatel.

Quando cada vez mais se procura a melhor relação preço/satisfação não há grandes desculpas para não beber vinho de qualidade bem acima da média.. Este Malo Moscatel de Setúbal 2007 é disso exemplo, a casta está bem presente no aroma com casca de laranja cristalizada juntamente com toques de a lembrar chá verde, fruto seco e creme de pasteleiro, algum caramelo, com tudo isto sente-se uma ligeira austeridade no aroma que lhe dá aquele sentido de força e pujança no nariz. Por vezes os mais baratos desta casta tornam-se demasiado forçados e acabam por derrapar, aqui o que temos é um vinho muito bem feito e capaz de proporcionar momentos de prazer.

Gosto da intensidade controlada com que se mostra, da subtileza e sensação de untuosidade e aconchego que nos transmite. Na boca confirma-se tudo, enche o palato de sabor, muita laranja num toque acre e ao mesmo tempo doce, prolonga-se de modo untuoso e persistente no final. Por tudo isto é neste momento residente habitual do meu frigorífico, a ligação com salada de frutas a doces variados é muito boa, a ligação com chocolate negro com laranja é excelente. 92 pts

Terras da Gama 2011

A Sociedade Agrícola Terras da Gama, Lda. situa-se no concelho de Mação, fronteira com o Alto Alentejo. Produtor que recentemente me chegou ao copo com este tinto colheita de 2011, preço indicado de 4€ no produtor e que se mostrou um vinho de fácil abordagem com tudo para agradar.

Destaca-se por ser um tinto desempoeirado, jovem com boa dinâmica de conjunto e a mostrar fruta fresca, gulosa, arredondamento, cacau e leve ponta de especiaria. Sem complicar é directo, sem grande desdobramento no copo. 

Na boca, mediano na sua presença, complementa-se com o nariz, marcado pelo vigor da fruta, levemente adocicada (os 15% a trabalhar), juntamente com um final onde mostra alguma secura de taninos e leve arrasto apimentado. 

Para o meu gosto os 15% são completamente fora de onda, fujo cada vez mais de vinhos com elevadas graduações mesmo quando se encontram bem integradas no conjunto como é o caso. Um vinho com preço de combate, pronto para agradar a todos, fácil e pronto a beber, amigo da mesa e da carteira, acompanhou muito bem um pernil de porco assado no forno onde se foram buscar umas ervas de cheiro para contrabalançar com a "doçura" da fruta que o vinho apresenta. 87 pts

29 Abril 2013

BSE branco seco especial 2012

Um vinho que dispensa grande apresentação tal a tradição que goza às mesas. É produto da José Maria da Fonseca, um vinho bem disposto, divertido, que se serve e acompanha as entradas, o vinho para descontrair, conversar, o artista que se bebe enquanto se vai cumprimentando quem está e quem chega. Sirva-se bem fresco, a polivalência que detém faz com que acompanhe saladas, marisco, peixe grelhado e comida com toque oriental, desde que não muito puxada no tempero, sushi e companhia são bem vindos. Muita fruta madura e cheirosa, tropical com frutos de pomar nos aromas e sabores, todo ele rendilhado, fino e delicado mas com presença de recorte vincado, boa acidez com um todo que no final é seco. Preço de 3,50€ ... 87 pts

26 Abril 2013

Duorum 2011

É desde que se estreou no mercado um dos vinhos que faço questão de ter por casa, razão principal a relação preço/prazer. Para um vinho que se situa no patamar dos 10€ é daqueles que não engana, tanto pela qualidade ou mesmo pela maneira como mostra um Douro cheio de vida, de fruta carnuda e fresca, muito bem delineado e envolvente. É a parceria de luxo, Duorum, entre José Maria Soares Franco/João Portugal Ramos que nos brindam com estes vinhos, lado a lado com o seu primo do Alentejo de nome Vila Santa, são dois vinhos exemplares onde se alia consistência colheita após colheita e a capacidade de guarda é uma garantia. 

Esta é a mais recente colheita a ser lançada no mercado, 2011, apresenta-se marcado pela fruta madura e musculada em tons de negros (groselha, cereja, framboesa), bonitos os aromas florais que vão surgindo tal como a barrica bem instalada no conjunto. Todo ele cheio de vida e o vigor normal da juventude, bom volume de boca, passagem com muito sabor a fruta, mostrando ainda secura na parte final, com tempo de vida pela frente. A beber agora em novo com pratos mais temperados podendo ser guardado para prazeres futuros. 91 pts

24 Abril 2013

Quinta da Fonte do Ouro Encruzado 2011

O salto qualitativo em relação ao seu irmão mais novo já aqui anotado, é digamos, para o dobro. Muita qualidade neste Quinta da Fonte do Ouro Encruzado 2011 que mais uma vez mostra a razão dos vinhos brancos do Dão desta estirpe precisarem de paciência e uma guarda de 1 ou 2 anos após lançamento no mercado. A pressa sempre foi inimiga da perfeição e direi também do prazer, os vinhos ganham claramente com o tempo e prazer aumenta com isso. Destaco a evolução e complexidade que este vinho mostrou durante o tempo que me rodopiou no copo, sinal da vida pela frente e que ainda não é o tempo certo, no entanto a qualidade da prova desde já é muito boa. 

É uma fruta ainda madura, plena de sumo e bem desenhada, volume e consistência, mostra-se fresco com um rasgo mineral no palato a acompanhar, bonitos toques de baunilha envolvem o conjunto conferindo uma boa sensação de volume e arredondamento, onde a frescura impera. Sente-se o Dão, sente-se pureza e qualidade, sente-se ainda tudo muito coeso e apertado com vontade de evoluir na garrafeira. Aqui o preço novamente muito atractivo, pasme-se quem lê que o preço indicado ronda os 8,50€... sim a relação preço/satisfação é neste caso muito alta. Fica o desafio, prove e diga o que achou, aqui ou na página #daowinelover. 92 pts

23 Abril 2013

Quinta da Fonte do Ouro branco 2012


Em qualquer parte do mundo, seja lá onde for, quando nos apresentam um vinho com um sorriso estampado no rosto, daqueles de quem fala de algo muito seu, é sempre fantástico. Foi desta maneira que os vinhos da Quinta da Fonte do Ouro (Dão) me foram apresentadas pelo seu "pai", o enólogo Nuno Cancela de Abreu. Este branco é o entrada de gama, um Dão que leva Encruzado e um dos seus amores, a casta Arinto, relembro pois que Nuno Cancela de Abreu foi responsável pelo surgimento de grandes clássicos na região de Bucelas. Mais uma vez a casta Arinto mostra a excelência que proporciona a sua companhia, lembram-se como complementa a Antão Vaz? Ora neste caso complementa bastante bem a Encruzado.

O contacto que tenho com esta marca/produtor já vem de longe, remonta a um inesquecível Touriga Nacional Reserva de 1997, ostenta ainda aquele que poderá ser um dos rótulos mais bonitos em solo nacional. No que ao vinho diz respeito, destaco de imediato o preço, inferior a 4€, o que o remete no imediato para a compra obrigatória. 

Quais as razões ? Pela maneira bem fresca como o vinho se mostra, carregado de fruta num alargado leque de citrinos, desde laranja, lima, toranja, depois alguma maçã, pêssego, vinho com boa concentração, corpo mediano, sensação de leve mineralidade e boa secura no final de boca. Não convém esquecer que estamos perante um entrada de gama, não esperar mais do que aquilo que por natureza ele pode dar. Um vinho muito bem feito, de imediata empatia que pede comida por perto, salada de camarão com pêssego e regada por umas gotas de lima. 89 pts

21 Abril 2013

E o Dão vestiu-se de branco... #daowinelover #white day

Da esquerda para a direita: Casa da Passarella, Quinta dos Roques, Quinta dos Carvalhais, Quinta do Perdigão, Magnum, Lagar de Darei, DãoSul, Quinta da Pellada, Quinta da Fonte do Ouro
Foi uma tarde repleta de festa enófila, pura e dura, aquela que se juntou à volta dos vinhos brancos do Dão. Dois amigos (Rui Miguel Massa e Miguel Pereira) juntaram-se e decidiram que a sua região precisava de um abanão e de ser colocada na ribalta, região que merece mais e melhor atenção, região essa que se chama Dão. Criaram o grupo no facebook #daowinelover e têm vindo a criar eventos à volta do que de melhor ali se produz. Ora ontem mesmo, no Restaurante Claro (Chefe Vitor Claro) a iniciativa tomou conta do estabelecimento em tons de branco, foram 9 produtores e cerca de 40 vinhos em prova, muita coisa nova mas também alguns vinhos com idade onde os encantos do nobre envelhecer tão característicos dos vinhos do Dão se mostraram a todos os presentes (em bom número diga-se de passagem).

Pelas quatro dezenas de vinhos em prova, a primeira ronda foi apresentada individualmente, ouvidos atentos nas palavras que iam sendo debitadas ao mesmo tempo que o vinho se ia cheirando e provando, todos os brancos de grande potencial, onde os citrinos imperam, onde a mineralidade com toques mais ou menos presentes de baunilha com secura, nervo e alguma contenção os remetem para um consumo quase obrigatório após breve estágio na nossa garrafeira. Qualidade acima da média, em alguns a excelência bem patente, o cunho do Dão omnipresente nas várias nuances, onde a Encruzado brilha a solo ou acompanhado mas onde outras castas se quiseram mostrar desafiando o reinado, Barcelo, Malvasia, Verdelho, Bical, Loureiro...

Sobre os vinhos irei dar-lhes o devido destaque em notas isoladas, foram muitos os vinhos provados pelo que nos tempos mais próximos o vinho do Dão andará por aqui com maior frequência. Resta-me agradecer o convite e fazer um brinde ao Dão.

16 Abril 2013

Quinta do Carmo Reserva 2004

Mais uma daquelas garrafas que habitava no lote dos esquecidos que tenho aqui por casa, literalmente nunca foi alvo de escolha para qualquer repasto aqui ou noutro lado qualquer. Um vinho que considerava controverso, quando foi apelidado de grande  nesse tempo achava-o demasiado fechado e pouco falador, depois de algum tempo vozes insurgiram-se que já estaria na fase de declínio, e o vinho naquela altura estaria numa fase menos boa, mais confusa e ora dava uma prova triste ou era uma maravilha. Esta sempre teve direito a condições de guarda muito perto do ideal, sempre foi mimada, embora sempre fosse preterida o que acabou por a deixar ali a um canto. O tempo passou e resolvi dar-lhe uma oportunidade, antes que fosse tarde demais.
A espera e a desconfiança revelaram-se sem qualquer nexo, está um senhor vinho este Alentejano (Quinta do Carmo) de sotaque Francês (Domaines Barons de Rothschild), que em muito honrou a nobre feijoada que o acompanhou. Elegância e complexidade definem este vinho, podemos somar a tudo isso a frescura que lhe percorre a alma, e que perdura no final de boca com uns bonitos tons balsâmicos, mas o vinho é mais que isso. Muita e da boa, a fruta nos toques vermelhos acompanhada de compota, vegetal seco, especiarias, muita classe, evolução para tabaco seco e toda aquela panóplia de aromas que constam dos manuais que indicam vinhos de grande gabarito, depois a fruta pode ou não mudar de tonalidade e a sua definição tal como a frescura do vinho ou concentração do mesmo. Na boca todo ele muito bem composto, carnudo mas ao mesmo tempo profundo, elegante, marca o palato com presença acetinada e fresca. Vinho que não cansa e convida a mais um copo e depois outro até que não fica nem uma gota no final da garrafa. 93 pts

14 Abril 2013

Quinta da Gaivosa Porto 10 Anos

Após uma limpeza de garrafeira, deparei-me com este exemplar de Quinta da Gaivosa Porto 10 anos, veio mesmo a calhar uma vez que tinha acabado de tirar do forno um fantástico Sericá que inundava a casa com aquele aroma tão característico. Coloquei a garrafa, devidamente acondicionada na cave climatizada para que ficasse o mais próximo possível de a uma boa temperatura de serviço, no final do jantar o vinho foi aberto e servido. A ligação entre o vinho e a sobremesa foi imediata, para aqueles que gostam de Sericá com a dita ameixa então foi qualquer coisa de fantástico a ouvir pelos elogios que lhe foram fazendo. E isto é o maior elogio que se pode fazer a um vinho, que se beba com muito prazer, que coloque sorrisos nos rostos daqueles que o bebem, que se olhe para o fundo da garrafa e se fique com pena por não haver mais. Vinho fresco, com bouquet refinado, toque de madeira envelhecida, tabaco seco, caramelo, frutos vermelhos com ameixa, aroma rico, cheio e complexo onde no fundo parecem dançar especiarias doces, convidando sempre a mais um pouco. Na boca envolve o palato, só coisas boas, macio e untuoso (frutos secos), fresco , saboroso, de final longo e persistente. Um vinho que se encontra com preço a rondar os 19€, mas independentemente do seu custo, é um belíssimo vinho. 93 pts

Quinta de Camarate branco seco 2012

A primeira coisa que notei quando olhei para a garrafa foi na dita ovelhinha a traçado verde, invoca-se desta maneira as ovelhas na dita Quinta e por sua vez o famoso e excelente Queijo de Azeitão que ali se produz, mensagem subliminar que remete para o casamento entre o queijo e o vinho, caso o tinto venha com um borrego espero que seja bom para o ensopado. Com esta recente mudança de visual agora temos um simpático animal a fitar-nos durante toda a refeição, o vinho vale por si como já nos tem vindo a acostumar desde 1985, mesmo com as respectivas afinações que tem vindo a sofrer com a passada do tempo. No tempo que corre o lote é Alvarinho e Verdelho, todo ele bastante fresco de aromas, muito boa a acidez na boca tal como a secura que o empurra na direcção da mesa. Aromaticamente bem falante, nada de espalhafato, sério e composto, toque vegetal que marca o compasso, flores brancas, fruto tropical e alguma baunilha (arredondamento ligeiro). Na boca entra com sabor a fruta, ligeiramente arredondado e macio no palato, com fundo fresco e seco. Acompanhou uma divinal sopa de cação. 90 pts
 
Powered By Blogger Creative Commons License
This work is licensed under a Creative Commons Attribution-Noncommercial-No Derivative Works 2.5 Portugal License.