Copo de 3

20 novembro 2017

Quinta do Síbio Arinto 2016


Este Quinta do Síbio Arinto 2016 é uma novidade da Real Companhia Velha que surge depois da edição experimental lançada no mercado sob a designação Real Companhia Velha Séries Arinto. São apenas 6.000 garrafas com preço a rondar os 14€. As notas da casta estão presentes em conjunto de boa exuberância com notas de folha de limoeiro, lima, toranja e toque floral. Na boca é um misto de frescura com notas cítricas, fundo marcado pela austeridade mineral que se arrasta num longo final. 90 pts

Vale dos Ares Alvarinho 2016


Apresenta-se com nova roupagem este Alvarinho do produtor Miguel Queimado, que já aqui tinha sido falado na colheita de 2014. Oriundo da região dos Vinhos Verdes, o preço ronda os 10€,  segue as pisadas daquilo que já tinhamos dito sobre ele na versão de 2014. Parece ter perdido algum do atrevimento e ganho algo mais de seriedade, todo ele bem marcado pela pureza da fruta, onde a frescura toma conta de toda a acção. Firme mas muito harmonioso e equilibrado, bonita complexidade com aroma de fruta bem fresca com recorte floral, com uma boca de estrutura firme capaz de proporcionar momentos muitos bonitos à mesa.  91 pts

Planalto Reserva branco 2016


O Planalto (Douro) deve ser dos vinhos que mais habita nas cartas de vinhos dos restaurantes Algarvios em tempo de férias. Não falha, onde quer que tenhamos uma dourada a ser grelhada lá vem a sugestão de um Planalto. Que diga-se, é pago a preço de ouro nesses mesmos locais. Mas que culpa tem o vinho, se na prateleira custa coisa de 5€ e até é daqueles exemplares que segue uma receita de sucesso ano após ano ? Com a acidez bem afinada, fruta presente e aquela ligeira ponta de austeridade a rematar o fundo. Aromas e sabores muito amontoados, mas com acidez a dar vivacidade e alegria ao conjunto. 88 pts

19 novembro 2017

Grandjó Late Harvest 2013



É a GRANja De Ali (Real Companhia Velha) que dá o nome a este branco doce elaborado a partir de uma criteriosa selecção de uvas da casta Semillon, afectadas por podridão nobre (botrytis cinerea). A localização privilegiada da Quinta do Casal da Granja, no planalto de Alijó, com um microclima muito próprio com manhãs de nevoeiro e tardes quentes e húmidas, criam as condições ideais para o desenvolvimento em algumas parcelas do fungo responsável pela podridão nobre. Tem uma produção que não chega às 6.000 garrafas com preço a rondar os 18€.

Apresenta-se com uma finíssima nota glicérica, com as notas características de Sauternes, tudo muito limpo e de grande qualidade com algum tropical seguido de alperce em calda, ligeira tosta em fundo, com toque de doçura equilibrada no imediato com a sensação de frescura do conjunto, que se repete no palato. Belíssimo equilíbrio do conjunto, fresco, delicado e ao mesmo tempo conquistador num longo e persistente final. 95 pts

Quinta do Noval Colheita 1937


O ano de 1937 foi marcado pela coroação do Rei George VI de Inglaterra, data em que a ponte Golden Gate (São Francisco) foi também inaugurada e J. R. R. Tolkien publica 'The Hobbit'. Apenas um vinho como este Quinta da Noval Colheita 1937 poderia estar à altura de tamanhos acontecimentos. Estrondoso tawny velho a mostrar uma fantástica complexidade, fruto seco, grande definição, especiarias, marmelada, caixa de tabaco e madeira velha. Palato luxuoso, com uma belíssima acidez. Tudo muito equilibrado com camadas de sabor que nos guiam num final interminável e sedutor. 97 pts

18 novembro 2017

Trimbach Riesling 2013


A casa Trimbach produz vinho desde 1626 e cedo ganhou notoriedade pelos seus vinhos. Este Riesling é um clássico cujo preço ronda os 15€. É o que se pode chamar um vinho de compêndio no que toca a conhecer a casta num branco seco. Sem tremores nem quebras a meio caminho, tem tudo no sítio conforme esperado. De perfil seco, mostra-se muito elegante e coeso com as notas da casta bem evidentes (malmequer, lima, alperce) em fundo mineral, tudo muito limpo e bem definido, o tempo deu-lhe o já usual toque de gasolina. Belíssimo corpo com a presença de alguma fruta na vertente mais sumarenta de inicio com alperce e depois mais ácida a lembrar uma rodela de limão, que faz disparar a acidez num final de boca seco e bem persistente. 91 pts

17 novembro 2017

Côto de Mamoelas Bruto Reserva Espumante 2014


A Provam é uma sociedade de 10 vitcultores da sub-região de Monção e Melgaço, que decidiram, em 1992, construir uma adega moderna e funcional para produção de vinhos da casta Alvarinho e de Alvarinho/Trajadura. O seu Vinha Antiga foi um dos primeiros Alvarinhos a ter passagem por madeira e o Portal do Fidalgo Alvarinho é um branco bem conhecido da nossa mesa. Desta vez o que nos cai no copo é o espumante Côto de Mamoelas Bruto Reserva 2014, com preço a rondar os 12€. Aroma delicado com a fruta característica da casta bem presente, tudo muito bem embrulhado numa boa dose de frescura, algum biscoito muito ligeiro a dar um extra de complexidade. Boa frescura de boca com bolha fina, elegante e fresco com a fruta a tomar o controlo das operações, num final seco e prolongado. 90 pts 

16 novembro 2017

Palácio da Brejoeira Alvarinho 2016

O Alvarinho do Palácio da Brejoeira nasceu pelas mãos de Amândio Galhano na colheita de 1976 e cedo ganhou o estatuto entre as referências da altura. Passados 40 anos a realidade trouxe uma nova vaga de produtores e um consequente aumento da oferta/qualidade dos vinhos brancos Portugueses. Abrir nos dias de hoje um Brejoeira é encontrar no copo um vinho que não acompanha os quase 17€ que pedem por ele. É um Alvarinho fresco, de aromas finos e delicados, com pêssego, erva cidreira num conjunto aprumado, ligeiramente citrico com leve secura de fundo e um final mais curto que o desejado. Falta-lhe confirmar no copo um estatuto que já teve e do qual parece viver. 89 pts 

14 novembro 2017

Bebes.Comes Collection 2014


O Pedro e a Joana são um casal apaixonado que queriam ter um vinho. Dessa vontade nasceu um projecto que nos dias de hoje tornou esse sonho uma realidade. Um vinho com conceito, os Collection como lhes chamaram é isso mesmo, uma colecção de vinhos escolhidos pela sua singularidade, terroirs distintos e de certa forma que se desmarcam do trivial. A acompanhar convidam artistas plásticos para vestir as suas garrafas, o resultado é brilhante e digno de colecção, até porque a tiragem é bem limitada (1700 garrafas neste caso). Nesta segunda edição o coube ao artista João Noutel a parte gráfica, enquanto a enóloga Rita Marques foi a autora deste tinto Duriense. 

Vinho raçudo e cheio de energia, muita vida da fruta bem madura e compacta, estevas, notas de grafite com amparo de leve chocolate preto de fundo. Respira-se Douro, ainda cerrado e com alguma austeridade a pedir tempo, na boca está com muita energia, nervo, fundo coeso e apimentado com os taninos a pedirem tempo para se acomodarem. Comprar agora por coisa de 25€ e deixar repousar uns bons anos pois potencial não lhe falta. 93 pts
 
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